Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 30 de agosto de 2015

Contente-se!

Contente-se!

Aprenda a ser contente! Isso não fará de você um preguiçoso acomodado, mas um ser humano feliz e sem motivos para a inveja! Goste, valorize, ame o que você tem, do contrário, fortuna alguma lhe fará feliz. Menos ainda grato!
A gratidão não se prova em orações de agradecimento, mas no riso diário, na capacidade de fazer piada do inconveniente e não deixar se abater. O resto? Persista que vira, depende de você.
Uma excelente forma de superar tudo o que de ruim que lhe ocorre é ser humorado. Pessoas bem humoradas têm problemas, sofrimento e fraquezas, como todas as pessoas do mundo. Ocorre que elas têm algumas particularidades interessantes.
Exemplo disso é a capacidade de fazer piadas consigo mesmas, de tirar sarro de suas mancadas, de compreender seus equívocos e rir deles. Sim, capacidade de “debochar” de si mesmas e, assim, de forma humoradamente humilde fazer uma salutar catarse de seus problemas e dores.
O que seria catarse? Libertação, purgação e superação de algo que não nos pertence, algo ruim, como o sentimento de frustração, por exemplo. O humor, a “auto-piada” é uma excelente forma de autocompreensão e de tornar-se livre.
Contentamento significa gostar do que se conquistou na vida, do que se tornou e, obviamente, ele passa pela aceitação e pelo autoperdão. De tudo o que existe no mundo moderno, é natural que criemos vontades e necessidade de termos inúmeras outras coisas que ainda não temos.
Mais dinheiro, viagens, carro novo, uma reforma na casa, roupas novas, joias, bolsas caras, sapatos, passeios, boa comida, boa bebida, lazer, aparelhos eletrônicos e por aí a fora! Conforto e luxo, todos gostamos. Acontece que se focarmos no que desejamos ter ou ser, no que ansiamos e não no que conquistamos seremos pessoas frustradas, infelizes e possivelmente invejosas.
Sempre existirá quem tem o que não temos no quesito “posses” materiais. E é por isso que o principio da felicidade nasce do contentamento de nós com quem nos tornamos e somos. Nasce de uma admiração com o seu ser, não com os seus “teres”, independente de eles serem valiosos ou simplíssimos.  
O caminho para ser contente é olhar-se nos próprios olhos e pensar: “Nossa, de tudo o que passei, eu sou uma pessoa legal! Eu gosto do que eu fiz com o que a vida e as pessoas fizeram comigo!”. E, assim, nasce o riso, o bom humor, a alegria e o impulso para crescer e, um dia após o outro, conquistar o que se deseja, mas não é essencial, porque o essencial se conquista silenciosamente e de dentro pra fora.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 30 de agosto de 2015. 

A felicidade genuína.

A felicidade genuína.

Sábado à noite e eu em casa, um bom vinho, minha boa companhia, minha mãe e melhor amiga jantando ao meu lado o meu tradicional e pratico espaguete a carbonara, porque é possível ser feliz na própria pele e com a própria companhia sem alguém do sexo oposto para dormir ao lado!
Porque a gente se torna livre e maduro quando não depende de ninguém para ser feliz. Porque felicidade é transbordar-se. Porque ser feliz é ser livre para poder prender-se a quem nos dá bons motivos para mudar de vida e de “status” de relacionamento ou civil.
E, porque, como o vinho, o tempo me aprimora e ciente disso não me "cedo" a qualquer companhia. Não, eu não quero o bom, quero o que mereço: o excelente! E não, eu não sou modesta, mas sou transparente e nada hipócrita! E está ótimo assim!
Por que, afinal partindo do fato inconteste de que “ninguém é perfeito”, temos que nos contentar com o que é muito diferente de nós e do que desejamos e merecemos? Por que fomos educados a nos contentar com pouco? Porque nossos pais, com medo de nos tornarmos arrogantes, nunca nos disseram que somos lindas, maravilhosas, inteligentes e amáveis e que, por isso, merecemos alguém muito especial?
De fato, nem nós somos seres perfeitos, ninguém é e se existisse alguém perfeito ele não se contentaria com nossas imperfeições. Ocorre, no entanto, que, no mundo, existem pessoas que “fecham” conosco, pessoas que, apesar de imperfeitas, são perfeitas para nós!
Não para o mundo, não para divindade alguma, mas para nós! Pessoas que, completas como nós somos, nos fazem olhar para elas e nos admirarmos com o jeito com que vivem, como pensam e como encaram o que lhes ocorre. Pessoas que não nos abusam, pessoas que nos respeitam, nos aceitam como somos e, sobretudo, assim como são admiradas, se admiram conosco.
O principio da felicidade nasce em nós, nasce quando nos aceitamos, nos perdoamos, quando relevamos o que passou, perdoando o que podemos e esquecendo o que não conseguimos perdoar. Nasce quando “engavetamos” algumas lembranças e escolhemos ser leves, escolhemos distribuir amor, sorriso e alegria para a vida.
A felicidade genuína nasce quando aprendemos a conviver conosco mesmos, sem depender de planos futuros ou da presença de alguém para sermos completos. A felicidade genuína nasce quando nós nos completamos e, se escolhemos ter alguém ao nosso lado, é para compartilhá-la, não para nos preenchermos. Ninguém nos preenche, essa tarefa só cabe a nós mesmos.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 30 de agosto de 2015. 

O respeito e o temor.

O respeito e o temor.

O ser humano é incrível! Se você é retraído, grosso e calado, reclama, se você é extrovertido, abusa e perde o respeito! Mais, se indigna quando você o chama para a realidade, no estilo: "Não abuse da minha boa vontade!".
Tem dias que a gente até entende o porquê das pessoas frias e grosseiras existirem! Por serem inacessíveis, elas se incomodam menos com a estranha mania humana de não reconhecer limites e de ultrapassar, levitando em ignorância, pelo abismo existente entre a simpatia, a alegria, a boa educação e a bobeira e imbecilidade.
Ser simpático, cômico, sorridente e acessível não torna ninguém bobo, burro ou tolo para ser menosprezado ou desrespeitado! Burro, tolo e imbecil é quem menospreza o outro e, mais, tenta dele abusar-se querendo o braço quando ele oferece a mão.
As pessoas dizem que gostam de pessoas educadas, simpáticas, humoradas, no entanto, quando conhecem alguém assim, algumas delas, deturpam a virtude e rebaixa-a ao nível de tolice. Parece que estes seres estranhos querem que o outro seja bom e educado para poder usurpar de sua boa vontade, ou seja, para poderem lhe “usar” ou, no mínimo, abusar.
Pessoas legais, comumente, ouvem tolices e “tosquices” que pessoas antipáticas e maldosas não ouvem. E, consequentemente, se irritam e se magoam mais. Não é uma coincidência infame da vida? Algo que denota um humor negro por trás do convívio humano e dos anseios do “Criador”?
O bom é vitima de abusos, os ruins não. Os bons são mais facilmente aviltados por pedidos, perguntas e palavras ofensivas, os maldosos nem são indagados, eles impõe medo. Aliás, esse “medo” em detrimento do respeito que alguns sentem sempre me apavorou!
Meu pai dizia que eu devia temer a Deus quando eu era criança. Alguns pais, das minhas amiguinhas, adoravam ser temidos. Mormente na adolescência, as meninas faziam horrores longe dos pais por temê-los, não por respeitar os seus ensinamentos.
Eu sempre fui meio “revolucionaria”, desde novinha.
Eu dizia pra minha mãe: “Mãe, por que eu tenho que temer a senhora? Não é melhor eu gostar das suas ideias, respeitá-las e lhe contar sobre ocorre em relação a elas?”. Minha mãezinha concordava e, assim, me ensinou a respeitá-la, não a temer, nascendo entre nós mais do que uma relação entre mãe e filha, mas uma relação de amizade, na qual sempre confidenciei tudo a ela. Sem medo, mas por admiração e consideração, isso que temor por nossos amigos: respeito, não medo!
Aliás, aquele que gosta de impor temor aos outros, normalmente não tem a minha consideração. É fácil calar aos outros por fazê-los sentir medo, agora, ser respeitado é outro nível! Esbarra no dialogo, na consideração e da admiração, não no cabresto, no ato de baixar a cabeça e só erguer quando distante da presença alheia, para criticar, falar mal e ser desleal.
O grande problema é que a ignorância de alguns é tamanha que eles respeitam com facilidade apenas àquele que temem e isso é lamentável. Todavia, nada que a vida não ensine. Das melhores e das piores formas possíveis, como faz com todos que não aprenderam a ser “gente” em “casa”.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 30 de agosto de 2015. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pequena crônica sobre os anseios femininos.

Pequena crônica sobre os anseios femininos.

Tornei-me perita em dizer o que quase todas pensam, mas não se encorajam a falar, portanto, vamos falar do dilema “cafajeste X bonzinho”. É incrível o número de homens “bonzinhos” que reclamam de sua “sorte” no amor! A gente não quer esses bestas infiéis que acham que pegar uma por dia é ser “gostoso”, que saem trovando qualquer uma ou usam carro, “Dr.” ou hectares como extensão peniana.
Criatura do sexo masculino, não é você que acha que a mulher tem que ser uma dama na sociedade e uma puta na cama? Pois então, nós mulheres queremos mais: além de desejarmos um devasso impudico na cama, queremos um homem que saiba a hora de ser bom!
Acredite, sabe o tipo de cara que a gente faz de gato e sapato? A gente não cria paixão, a gente só usa e sente dó. Nós mulheres damos ao nosso parceiro o valor que ele se dá e é por isso que, seguidamente, a gente gosta de uma criatura mais “bruta”, uma criatura que não vira tapete frente a nossas paranoias, crises e problemas. Um ser que nos puxe pra cima pelos cabelos e não só para nos beijar a boca em “dados” momentos!
Lembro-me que percebi que amava o homem mais maluco, mas mais sincero e “macho” que amei quando, após um almoço de interior em que ele bebeu e eu não (não bebia nada na época), ele me deu a chave da camionete que tinha e disse: “Daqui pra cidade você vai dirigindo.” Eu disse que não sabia dirigir bem, não tinha feito a prova pratica da CNH e tinha medo, então ele disse: “Ah, pare! Você consegue fazer coisas muito mais complexas que isso, pega o volante que eu te ensino.”
Simples, curto e grosso! Ser humano algum, que tenha sangue quente nas veias, gosta de gente servil, de gente “coitada”, de gente que depende da gente e aceita demais. Acredite, a gente sabe quando exagera, erra e abusa!
Mulher alguma quer ser filha ou mãe do parceiro ou, ainda, olhar para o cidadão e pensar: “Nossa, eu sou muito mais esperta que ele!”. E não falo de inteligência, falo de esperteza! A gente quer um homem que seja mais macho que a gente, daí nós nos apaixonamos. E, acredite meu amigo, isso é difícil hoje em dia!
E é por isso que tem muita mulher se dizendo apaixonada, mas mantendo relacionamento por mera piedade, por dó, porque se recrimina por não gostar do sujeito que “faz tudo o que ela quer”.
Na verdade elas só não são bem resolvidas o suficiente para olhar para o indivíduo e dizer: eu quero um homem de atitude, não uma segunda mãe! Portanto, meu caro, simplesmente pare de ser “direitinho” e saiba que na cama e na atitude a gente quer um pouco de domínio, a doçura e o romantismo pertencem ao trato, à educação.
Ademais, ser educado e romântico não faz de ninguém um capacho, ser carente e dependente faz. Homens, nós mulheres não somos tão misteriosas assim, vocês é que andam devagar e se “achando” espertos demais. Observe e aprenda, já que a Playboy traz corpos e não instrução do que as mulheres que não tem photoshop no “shape” e nem vivem da aparência desejam!


Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 26 de agosto de 2015.

Superioridade não, afinidades sim!

Superioridade não, afinidades sim!

Eu acho que o aprendizado, que só pessoas de alma humilde amealham com o passar dos anos, vale mais do que dinheiro algum! Vale mais do que corpos duros e rostos lisos. É questão de sabedoria, algo que não se vende, nem se ostenta, mas um dos atributos que as pessoas de alma contente e feliz têm em comum.
Saber o seu valor e quem merece usufruir da sua boa companhia é uma prova de maturidade e sabedoria! Ninguém aos olhos de Deus supera ninguém, mas aos olhos de Darwin e aos seus, o "melhor" para você sempre será o que se afina com você, o que vibra na mesma energia que você!
O que lhe faz bem é o que reflete o que você emana e a sua seletividade só lhe trará boas companhias. Sabe por quê? Porque você será melhor! Vibrará mais! Será bem resolvido, contente e feliz e não vai se contentar com o razoável. Você mesmo, não é mais razoável, tornou-se ótimo e será do ótimo que irá se cercar.
Enfim, o mesmo tempo que faz seus ossos estalarem, que faz você perder o pique pra baladas e noitadas, que faz você se preocupar mais com sua condição física e cardiológica, faz de você alguém mais seletivo, mais profundo, menos raso, menos comum.
Obviamente, existem pessoas que melhoram com o tempo, como o vinho, outras acabam azedando. Normalmente são essas que se sentem vitimas do universo, que perderam ou, covardemente, dispensaram as rédeas da sua vida e da sua felicidade. Essas, para justificar a frustração e infelicidade em que vivem, se tornam ranzinzas, azedas, sem graça.
Mas o bom ser humano, o que faz valer a sua característica biológica de ser racional,  usa o tempo a seu favor! O homem com inteligência emocional desenvolvida ao longo da vida e de seus percalços aprende com o tempo com quem dividir experiências, abraços, um pedaço de bolo, um cafezinho, uma cerveja gelada, uma garrafa de vinho, o sofá e uma bela cama.  
Esse ser sabe que é hipocrisia dizer que ninguém é melhor do que ninguém, porque reconhece que, aos seus olhos, sempre existirão pessoas admiráveis, pessoas banais, pessoas complexadas, pessoas legais, pessoas felizes e pessoas chatas. Merecerá o seu valor, aquela que se afina com ele, na alegria, na forma de pensar, de ser, de sentir e de viver.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 26 de agosto de 2015.

A minha escolha.

A minha escolha.

Sou do tipo de pessoa que acredita em escolhas, em pensamento, em vontade. Não me sinto um joguete do destino, não sou um brinquedo nas mãos de uma vontade invisível. Eu escolho o que fazer com o que me acontece, sou o que fiz com o que me aconteceu, eu escolho crescer e não lamentar, eu escolho mandar se lascar e viver só!
Enfim, nesta vida eu escolhi ser feliz! Mesmo com dinheiro parco, obrigações prementes, sozinha, sem um parceiro seguro e feliz a quem admirar e dar meu infindável carinho, sem uma amiga leal que não seja a minha mãe, sem companhias constantes que sejam mais interessantes, inteligentes, humoradas, sensíveis e astuciosas do que o Zeus e o Pequeno Bolota!
Eu escolhi ver o lado bom das coisas, contentar-me com o que tenho e não ter inveja de quem tem o que não possuo, mas tolera o que não tolero ou faz o que eu jamais gostaria de fazer. Aliás, eu escolhi ser feliz sem ter uma mansão, a banheira de hidromassagem com a qual tanto sonho ou o carro robusto, veloz e com câmbio automático que quero!
Eu escolhi ser feliz com a CNH cassada até 2016, andando de carona e vendo pessoas rasgarem dinheiro e desperdiçarem seu tempo em relações mais insossas e sem futuro do que elas. Eu escolhi ter sonhos e planos, mas não postergar para a "data" da sua realização o meu contentamento com o que conquistei.
O que vai do equilíbrio e da autoconfiança até o destemor e uma boca sempre colorida e sorridente. Conquistei a desimportância da opinião alheia, a liberdade de ser quem sou! Nos IML do mundo estão milhares de sonhos, milhares de "no dia em que eu conseguir..."!
Não quero ser mais uma que postergou o mea culpa, a leveza e a felicidade para o dia que não chegou. Sou feita de urgências e não deixo para amanhã nem o riso, nem a gargalhada, nem o amor que posso dar ou a pessoa que posso dispensar hoje.
Não estou aqui para ser babá de gente problemática, porque problemas cada um deve resolver os seus. Sofri muito para me tornar intolerante e para dizer: ou me conquista pelo amor-próprio, inteligência, bom humor, segurança e carinho, ou vaza! Quando eu me sentir carente exagero no álcool, choro e acordo alegre como sempre no outro dia. Mas, sentir frustração ou tristeza na vida? Não, nunca mais! E sim, eu digo nunca.
Não conquistei minha inteligência emocional avantajada para quedar-me refém da vida e de pessoas que chegam com a mesma velocidade com que são solicitadas à sair do meu caminho. As rédeas da minha vida são minhas e o pouco ou o complicado podem tocar-me a pele, não a alma.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 26 de agosto de 2015.

domingo, 23 de agosto de 2015

Por que reclamar?

Por que reclamar?

Acho incrivelmente estranho o jeito da maioria das pessoas! A mãe cozinha todos os dias, comida excelente e nunca ouve um: "Parabéns mãe, está uma delícia a comida!". Mas, quando algo não sai bem, o arroz queima, o sal "pega" demais, ninguém pensa duas vezes antes de reclamar.
Ao invés das pessoas nem pensarem antes de elogiar, elas não passam seus pensamentos pelo crivo da empatia antes de falar coisas negativas ou depreciativas para o outro! Ah, o ser humano! Vive sonhando com a riqueza, trabalhando de forma insana, lendo e estudando, aumentando saldo bancário e patrimônio, mas tem a inteligência emocional de uma planta!
Não sabe amar, não sabe amar-se, não sabe ser livre, não sabe, sequer ser feliz! Sonha tão alto que perde o foco da própria alma e acaba se desumanizando! Estranha elogios, não estranha ofensas, desconfia do bom, confia no ruim, simpatiza com quem lhe humilha, foge de quem lhe estima, aceita ser menosprezado e, ainda assim, quer ser feliz! Quer porque não é e não é porque é estúpido!
Ninguém no mundo poderia quedar-se inerte frente ao que é bom, ninguém no mundo deveria aceitar numa boa críticas à sua forma de ser, de pensar, de se vestir, de viver! Às suas vestes ou corpo! Ninguém no mundo deveria querer-se tão "pouco bem" a ponto de tolerar desaforos ao invés de curtir bons momentos e doces palavras! Assim como, ninguém deveria manifestar-se negativamente!
A nossa vida é tão perene, por que não deixarmos quem nos rodeia sempre com palavras doces? Por que não pensar 100 vezes antes de reclamar, magoar ou ofender o outro? Por que não pensar nenhuma vez antes de enaltecer e elogiar? É tudo tão óbvio, tão claro: faça ao outro o que quer que ele lhe faça! Se todos agissem assim o mundo seria um lugar muito, muito mais aprazível e leve!
Eu acho tão simples essa coisa chamada vida! Sinto-me tão, mas tão livre nela que não consigo mais lamentar nada! Aliás, quem convive comigo sabe que eu nunca lamento nada! Ao menos nada que eu possa mudar.
Não reclamo de relacionamentos, amizades, trabalho! Tudo isso depende da minha vontade para se manter, afinal, até um fim, ainda que doa, é mais digno que um cotidiano insosso e infeliz.
Cada ser humano é responsável pela sua própria felicidade, não assuma o ônus de agradar ao outro, enquanto você se desagrada. Cada ser humano tem um só coração e corpo para cuidar do seu. Se cada um se "bem amasse" e cuidasse teríamos uma coletividade mais bem resolvida e feliz!
Ao invés de um monte de gente que só é feliz no facebook, só tem fé nas redes sociais e vive infeliz! Creio que de todas as orações, sorrir, ter paz, viver bem e ser feliz ainda é a mais autêntica e honesta. Portanto, descomplique e cuide-se, porque se você não o faz, ninguém fará!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 24 de agosto de 2015.

Eu escolhi ser feliz!

Eu escolhi ser feliz!

A maturidade trás uma série de vantagens, inúmeras virtudes que a gente adquire. Autoconfiança e autoconhecimento, por exemplo e, com eles, a total falta de vergonha do que se viveu, por mais triste que seja.
Se não fossem nossas lagrimas, nossas experiências frustrantes, nossa loucura, nossas doenças, nosso passado e suas dores, não seriamos quem nos tornamos. E, como é bom amar a pessoa que a vida fez de nós! Ou melhor, a pessoa que fez bom uso do que a vida lhe impôs!
Como é bom ver que, de toda dor, abuso ou tristeza, conseguimos construir uma personalidade digna, humilde e contente. Como é bom renascer em vida, com outras metas, força e forma de pensar! Como é bom olhar para si mesmo com orgulho, se olhar no espelho e gostar da pessoa que vê! Não da aparência, mas da pessoa, da alma por trás da carne.
Trazemos cicatrizes no corpo e a alma, cicatrizes sem as quais não seriamos bons. Nós não somos o resultado, apenas do que vivemos, nós somos aquilo que fizemos com o que vivemos. Eu escolhi ser leve, franca, transparente e simples!
Eu escolhi me rejubilar com pequenas coisas, ser diariamente feliz, viver cada dia com a intensidade que eu viveria se soubesse que minha existência findaria na próxima hora.
Dou-me o direito de sorrir muito, gargalhar demais, amar quem me conquista a admiração, cuidar de mim e de quem eu prezo, dou-me o direito de ser intensa, de me contentar com um bombom e um aperto de mão firme, dou-me o direito de ter fé no ser humano, de confiar mais, de criar poucas expectativas, mas desvelar a alma de quem toca a minha, de quem eu admiro e, por quem, meu coração bate um pouco mais forte.
Dentre todas as minhas características a que mais gosto é a capacidade de não complicar as coisas, os sentimentos, as relações, as amizades! A vida, enfim! Ela é tão perene, pra que complicar? Pra que colocar os limões no lixo se existe açúcar, gelo e vodca? Pra que chorar, lastimar e se queixar se existe vida, força, esperança e amor? Pra que contar com uma felicidade futura e ignorar as pequenas alegrias cotidianas?
Por que não ser leve, tranquilo e contente? Eu escolhi ser assim, portanto, tire seu mau humor do meu caminho, porque eu e o meu sorriso queremos passar. Já chorei o suficiente na minha vida, agora, o futuro pertence a mim e eu escolho ser feliz, desde agora!

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 23 de agosto de 2015.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Amor e necessidade. Amor ou necessidade?

Amor e necessidade. Amor ou necessidade?

A necessidade é uma visita chata que afugenta e faz o amor adormecer. Pode ser financeira, emocional, afetiva ou psíquica. Necessitar de alguém para se alimentar, pensar, sorrir ou ter equilíbrio não é amar.
O amor de verdade tem tudo, menos necessidade! Há prazer e vontade em estar na companhia do outro e faz-se o possível para isso. Há sonhos, desejos, pensamentos, metas e vontades afins!
Há a união de duas pessoas diferentes que se escolhem por admiração mútua, desejo e afinidades de anseios e caráter. Personalidade? Gênio? Nem sempre. A nossa personalidade, extroversão, introversão, pacificidade, brabeza, depende de nossa criação e até genética!
No amor a identificação é pelo caráter, anseios e forma de pensar as coisas sérias e profundas da existência humana. Amor é escolha livre, sem causa, sem medo, sem carência, seja ela da espécie que for! Só amamos o que admiramos o resto é confusão mental. Ou hormonal!
O resto é carência, insegurança, medo da solidão, medo da mudança, medo da aceitação! O resto é o que justifica 90% dos relacionamentos que existem: falta de um bom psicólogo e de amor próprio! O resto é conformismo, covardia, preguiça e comodismo.
Necessidade, inclusive! Necessidade de ter alguma companhia para chamar de “sua”, necessidade de ter alguém para dizer que tem, não que o coração acelere, que sorrisos sejam dados a distancia! Não que exista importância ou real afeto. Não que exista, sobretudo admiração e afinidades!
Alguns indivíduos quedam-se inertes em relacionamentos que lhes animam menos do que o barulho da entrega da pizza pelo motoboy! Ficam naquela do “morno”, do medo de ficar sozinho e de não ser aceito por outro, quando, na verdade, um bom terapeuta e um amor de verdade curariam os seus males. A começar pelo primeiro e mais importantes de todos os amores: o próprio! O que a gente sente por nós mesmos.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 21 de agosto de 2015. 

A vida é curta demais para ser conformado, baby!

A vida é curta demais para ser conformado, baby!

Saber do falecimento brutal de um aluno de 18 anos num acidente de moto indo para a universidade quinta-feira pela manhã me doeu na alma. Identificá-lo, posteriormente como sendo um dos jovens participativos e humorados de uma turma nova e adorável para a qual ministrei aula na terça, me desconcertou.
Um jovem cheio de sonhos, uma vida pela frente. Nem em meus piores dias eu estive tão sem palavras e calada como estive ontem. Não conseguia sequer expressar-me bem e, deste então, sou "toda" pensamentos!
Como a vida é reles frente ao fim, frente à morte! Por que será, então, que nos permitimos acomodar, nos sentir infelizes, mal acompanhados e frustrados quando temos sangue quente nas veias e animo?
Por que reclamamos tanto do que permitimos? Por que lastimamos o que nos ocorre ou cerca se nada fazemos para mudar? E, por que cargas d´água, somos tão inocentemente indulgentes com as pessoas que são, simplesmente, tolas?
 “Ah, ele é assim por que...”, “ah, mas ela está assim, por que...”. E, de porque em porque, a gente supera o insuperável, aceita o inaceitável, tolera o intolerável e se deixa de lado por causa dos “motivos” que nossa mente bondosa encontra para justificar a perfídia alheia e não se desvincular.
A verdade é que circunstancias ocorrem, mas passam, acontece que a cada novo dia existem mil novas oportunidades, acontece que, o que vivemos no passado já passou. É questão de opção lastimar o que ficou para trás e lamber as feridas. É questão de apego ao que já se foi ou de pouco apreço por si mesmo, no mínimo.
Enfim, nada justifica estupidez, ignorância, grosseria, egoísmo ou arrogância. Não importa o que a pessoa viveu na vida, mas o que ela se tornou graças ao que viveu. Se, se tornou um ser humano amargo, orgulhoso, estupido e grosseiro é porque “bom” ele nunca foi.
A vida é tão curta para ficarmos por ficar, namorarmos por namorar, trabalharmos só pelo salario, sonharmos só com o que sabemos poder realizar! A vida é tão curta para ser resignado, para suportar demais e goza-la de menos! Todavia, desde ontem certa timidez frente ao espelho e a vida me assolaram.
Mas a mente não para, não silencia. Que pena! Em alguns momentos eu acho que estou precisando de silêncio interior. Ou de uma massagem. Ou de um abraço e um copo destas bebidas "fortes" que eu detesto. Sei lá! Quiçá de cama e sono! Como disse Hamlet: "Dormir! Dormir, talvez sonhar!".

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 21 de agosto de 2015. 

Tire suas regras do meu prato e da minha vida.

Tire suas regras do meu prato e da minha vida.

Ultimamente, nos meus relacionamentos afetivos e até nas amizades, eu enfrento olhares tortos para o meu prato! Se pego um pedaço de costela gorda, picanha com a gordura, ponta de peito ou qualquer carne “gorda” num churrasco, me olham e perguntam com um ar de superioridade e arrogância saudável: “Você vai comer essa gordura?”.
As pessoas são tão estranhas com essas manias saudáveis delas! Bacon não pode, torresmo não pode, salame e queijo frito não podem, gema de ovo não pode e por aí a fora. Tem que cuidar da saúde, do coração, da cintura e “blá blá blá”!
Será que essas pessoas acham que a única forma de morte é a natural? Um câncer? Um infarto? Um AVC? Será que elas não acham que ter uma vida super regrada, passar mil vontades, malhar até se extenuar, não beber, não comer gordura, mas desperdiçar bons e alegres momentos, daqueles que a gente vive ao redor de uma mesa farta, também não é uma espécie de “morte”?
Todo cerceamento radical mata algum prazer, alguma alegria. Ademais, a vida é tão perene para não tomar uma cervejinha, uma garrafa de vinho em boa companhia, para não comer carboidrato, para não jantar romântica e “fartamente” antes de uma noite de descanso e, quiçá, romance a dois! A gente não morre só de causas naturais meu filho! A gente pode morrer com uma bala perdida, atropelado, num acidente, num assalto, num atentado, num desmoronamento! A gente pode adoecer com uma doença totalmente inesperada, daquelas que não tem nada a ver com nossa cintura fina, corpo esguio e coração “100%”.
A vida é surpreendente no inicio, no meio e no fim, portanto, seja leve na alma, não na balança! E, se escolher não ser leve, por favor, não coloque o peso das suas paranoias no churrasco do meu domingo, na cerveja da minha sexta-feira, na minha macarronada, no meu molho temperado e no vinho que eu tomo quando tenho vontade.
Se regras não lhe matam, não lhe frustram, não lhe irritam e nem lhe “mauhumoram”, então tenha regras, mas não dite-as para mim, não imponha em minha vida os limites extra saudáveis que você impõe para si, porque, francamente, eu acho a vida muito curta para passar vontades.

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 21 de agosto de 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

As revistas e a mídia machista: e se a história mudasse?

As revistas e a mídia machista: e se a história mudasse?

Já pensou como seriam as revistas voltadas ao público masculino se toda a futilidade "pró" macho das revistas femininas fossem direcionadas aos homens? A capa teria reportagens chamariz como: “Você sabe usar sua língua? 10 dicas de sexo oral para segurar sua moça”, “Como conciliar casamento, filhos, carreira e casa”, “Barriga negativa em 40 minutos e o melhor: você pode fazer os exercícios enquanto cozinha!”.
Afinal, quem disse que homem precisa só de revista de mulher pelada e carros? Quem disse que toda mulher deve ter o corpo "photoshopado" das revistas para ser "gostosa"? Quem disse que toda mulher escolhe homem pelo carro? Sim, porque isso até que justificaria o machismo na divisão de "matérias" entre as revistas destinadas aos homens daquelas destinadas às mulheres!
Temos um universo de mulheres que sabem o que o homem quer na cama e tenta agradar, mulheres prontas para deixar a sua carreira em segundo plano pela do marido! Super mães! E muitas correndo atrás do ideal inatingível de corpo perfeito.
De outro lado temos homens felizes com suas barriguinhas (certíssimos por sinal), porém muitos relapsos da sua função de conquistador diário. Sim, diário: conquista deve ser constante! Relapsos na função de pai e até menosprezando a carreira da parceira!
A mídia é machista! Faz dos corpos femininos objetos e dos homens um "objetivo" para as mulheres. Eles "devem" ser agradados! E a gente fica aonde? Levando penca de pirada quando se descontenta com o parceiro afetivamente relapso? Aguentando sexo oral medíocre?
Fingindo orgasmo pra não perder o deus, digo, o namorado ou marido? Sendo consideradas "frias", porque negamos sexo com o marido que não nos mima, não cuida dos filhos e reclama do nosso cansaço, mas a noite lembra que é homem e quer "realizar-se" sem realizar?
Mulheres vocês precisam se desapegar dos ideais midiáticos de corpo, conduta, esposa, mãe e profissional perfeitas! Homens vocês precisam conhecer mais de mulheres antes de se dizerem "apaixonados" pelo sexo feminino! Tem muito gay, neste quesito, mais macho que vocês! E, você mídia e imprensa machista? A você, meu mais sincero foda-se! Pegue suas trouxinhas e volte para os anos 50! Levando suas matérias toscas para longe dos meus olhos e intelecto!
Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 19 de agosto de 2015.


Não é desamor querido, é amor próprio!

Não é desamor querido, é amor próprio!

As pessoas têm a infeliz mania de achar que nos afastamos delas, porque não gostamos delas. Vivenciei isso em divórcio e até no fim do que nem bem começou. Antes do gostar de alguém ou até mesmo ser apaixonado por alguém, existe uma espécie de amor eterno: o que nutrimos por nós mesmos.
E, sobretudo, existe uma espécie madura e em extinção de pessoa que, mesmo sofrendo com a "retirada", não esmorece, por saber que merece mais do que o outro pode ou quer lhe oferecer afetivamente. Eu pertenço a esta espécie.
Não digo "tchau" por desprezo ou desgosto, digo "tchau" por me amar. Engana-se quem pensa que o amor aceita tudo! A falta de amor próprio aceita tudo, o "interesseirismo", a carência e a dependência aceitam tudo. O amor só aceita o afim, o recíproco, o cuidado, a lealdade, a atenção e o bom trato.
Lamento toda vez que vejo homens e mulheres se contentarem com pouco. Homens carentes que se contentam com atenção e sexo de mulheres usurpadoras que estão mais interessadas em viver bem e às suas custas do que em qualquer outra coisa realmente “do coração”.
Ou mulheres que tem parceiros relapsos, pouco afetuosos, mas se contentam com esmolas da sua atenção e do seu carinho, apenas para não ficarem sozinhas. Digo, sozinhas perante a sociedade, porque mesmo acompanhadas, elas são solitárias.
Eu lamento, enfim, ver pessoas amando demais e se amando de menos, confiando demais e confiando de pouco a nada em si mesmas. As pessoas deveriam saber que dizer “eu não quero mais” para alguém não significa rejeitar suas características admiráveis, suas virtudes, seu lado bom.
Dizer “eu não quero isso pra mim”, nem sempre quer dizer “eu não gosto de você ou não quero você”, às vezes significa, simplesmente: “Eu quero bem demais a mim!”. Eu quero alguém que me trate do jeito que mereço, que me cuide e que me queira o mesmo bem que eu quero e, no momento, você não age desta forma! Simples.
Não é sem decepção, sem dor, sem lagrimas que você sai da vida de alguém por amar a si mesmo. As pessoas que não foram quem você merecia e desejava para si, de regra, fazem pouco caso do que você sentia. “Se fosse sincero o que ela sentia, não me deixava!”. Ledo engano, uma visão romantizada do amor que não existe mais!
Sabe por quê? Porque não existe amor, sem amor próprio e é impossível amar alguém sem se amar. Quando, porém, amamos e não temos do outro o afeto, o equilíbrio e a dedicação que lhe damos ou desejamos, sair da sua vida para que busquemos alguém que se afine conosco é uma questão de brio, de caráter e de respeito, não de desamor.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 19 de agosto de 2015. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Incentive!

Incentive!

Por maior que seja a sua técnica, o seu estudo, o seu conhecimento, seja, antes de tudo, humano. Toque uma alma, tenha empatia, goste das pessoas, ouça-as, aprenda com elas! Acredite: elas sempre nos ensinam algo. Dê ouvidos aos seus questionamentos, inclusive como professor.
Não cale um aluno, porque você acha a sua pergunta inoportuna. Uma vez calado, o aluno se torna um ouvinte eterno, um ser temeroso, com medo de passar vergonha em frente aos colegas, com medo de ser castrado com “cortes” ofensivos e, só ouvindo, sem interagir, ele nunca terá suas duvidas oportunas saciadas, porque foi “podado” de imediato.
Incentive a curiosidade, a pesquisa em fontes confiáveis, o estudo! A curiosidade! Eu já falei em curiosidade? Pois eu falo novamente! A chave para o crescimento intelectual é a curiosidade, não castre seus pupilos, incentive-os, saiba quando superar questionamentos, mas não seja grosseiro, esclareça depois.
Seja humano, seja afável, seja acessível! Dê-lhes um exemplo válido do que ser, não do que não ser! Quem educa muda vidas, influencia vidas e, se você não está preparado para ouvir e compreender o outro, porque menospreza a sua história de vida ou o seu jeito de viver, então você deve lidar com plantas, não com pessoas ou com animais, porque os bichos precisam de empatia e interação para aprenderem e se sentirem bem.
Já de planta, confesso, eu não entendo nada, desconfio, porém que qualquer ser humano com a habilidade sócio emocional de uma, consegue se relacionar bem com uma samambaia, no mínimo!  Desde que a planta lhe pertença, porque se for de outro, o "caldo" entorna de novo.
Incentive o pensamento, o questionamento, a leitura! Seja sociável e valha-se disso para influenciar positivamente aos seus pupilos e a todos que lhe tem como exemplo de algo bom. Professores podem não ser bem remunerados como mereciam, mas isso não afasta de seu oficio a nobreza a ele inerente: a de influenciar mentes e, quem sabe, aprimorá-las pelas vias do conhecimento! É a esperança!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 17 de agosto de 2015. 

Chega de decair ao padrão decaído!

Chega de decair ao padrão decaído!

As pessoas deveriam saber como chama a atenção alheia o ser diferente por ser elegante, não vulgar! Num País de corpos, cabelos e atitudes padrão é muito bom para o ego ser diferente! Certo, isso é algo que se aprende com o tempo e com as experiências!
Digo eu que já tive todos os visuais femininos possíveis e imagináveis e encontrei no curto uma definição para mim: "ela não é igual as outras". E isso tem a ver com toda a autoconfiança, segurança e amor próprio que o tempo e uma vida bem vivida nos acarreta.
Cabelão? Já tive. Com o mesmo corpo, cor, rosto e estilo. Uma pergunta: você já reparou na quantidade de louras cabeludas que existem por aí? É nessa época de fazer bronzeamento com esparadrapo então! Altas marcas de biquíni, bronzeado e cabelo alisado e alongado! Saia à noite e veja! Parecem uniformizadas!
Agora, para ter um cabelo diferente, há de se ter muitos outros "plus"! E o engraçado é que o sexo masculino percebe isso muito mais facilmente do que as mulheres em geral, que ainda vivem sobre a síndrome de Sansão!
Um sorriso aberto exposto nos lábios e um rosto bem a mostra chama mais atenção do que qualquer decote e mega hair pela cintura. Ademais, convém lembrar que o visual garota de programa também atrai olhares, não pela beleza ou finesse, mas pela vulgaridade.
São outros tipos dispensáveis de olhares! Estilo, minha cara, todas devemos ter o nosso! E que a musa inspiradora seja a Audrey Hepburn, não a Valesca Popozuda, porque o mundo está carecendo de fineza!
É o tal do padrão feito para agradar homem, estilo panicat. Agora, meu caro, esse padrão saiu das bundas “rebolantes” na televisão para as zonas de luxo e agora está dominando o “mercado”: onde você vai você verá ele! Até os homens já estão cansados de olhar, virou comum, deixou de ser “fetiche”.
O que a mulherada está carecendo mesmo é de se auto-agradar, de ter atitude, de dizer “é isso que eu quero” ou “isso eu dispenso”, de parar de tentar em ser a garota da capa da revista masculina e mostrar que tem algo a mais pra oferecer, até porque, um homem realmente inteligente, sabe que o teor do “fogo” feminino se afere entre quatro paredes e não pelo visual.
Você não precisa ter um look de prostituta de luxo para ser quente na cama, você precisa, simplesmente, guardar o seu lado devassa para o momento certo, não para que todos vejam, olhem e imaginem o que, quiçá, você nem seja! Não há necessidade de se expor e de se aparecer, há necessidade de ser, sem que ninguém precise ficar sabendo!
Enfim, chega de cair no padrão decaído, de repetir fórmulas de revistas para ser sexy, porque isso já decaiu para a vulgaridade. Até um bronzeado conseguiu ser vulgarizado em tempos de marcas fortíssimas e artificiais feitas com esparadrapo. Ah, mulheres, por favor: melhorem!
Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 17 de agosto de 2015.


domingo, 16 de agosto de 2015

O desapego e a burrice emocional.


O desapego e a burrice emocional.

Ah, a modernidade! Época em que se apregoa o desapego como se fosse uma ordem: não se apegue, não se apegue, não se apegue! Em consequência disso as pessoas perdem o senso crítico e a capacidade de valorizar as particularidades do outro. Agem como se todas fossem iguais e indignas de apego. E de apreço.
Época da burrice emocional quase generalizada, bolso farto, prato idem, copo cheio. Ambições e egoísmo trasbordantes, inclusive. Ao invés de se privilegiar a afetividade inteligente vivemos no mundo da superficialidade, do "um" parceiro por noite ou semana.
Ora bolas! Por que não desejar apegar-se a quem faz por merecer o seu melhor? Por que não ver o outro sem a barreira do "não quero me apegar"? Seriam todos "não apegáveis" ou você que perdeu o senso crítico e a sensibilidade? Ter alguém é bom, em especial quando você já se descobriu feliz e completo sozinho.
Ter alguém por escolha, não por carência ou necessidade. Viver uma paixão é enfeitar a alma! Do diálogo a cama, do jantarzinho a viagem, da festa e cervejada a família e intimidade. A questão não é não se apegar, a questão é a seletividade tida na escolha da companhia.
A questão não é o namoro ou o casamento, a questão é "quem" você escolhe para chamar de "amor meu". Não se trata do não apegar-se, trata-se de escolher a quem se apegar. Questão de inteligência emocional, algo em extinção atualmente.
Ninguém precisa de metades, de partes ou de migalhas para ser feliz, eu não preciso! Ou faz o meu coração bater forte e acelerar, ou torna o meu passo acelerado e em rota de fuga. Eu não tenho medo da frustração, eu tenho medo da estagnação e do desperdício de tempo!
Lembro que a gente usa o tempo até para responder WhatsApp! Nas contas que faço da minha vida eu computo os segundos vividos e a bateria de celular desperdiçada. Logo, se você é do tipo de pessoa que tem aversão a apego, já aviso para passar longe. Se você é o tipo de pessoa que tem medo de relações sérias, passe reto.
Eu nasci de 7 meses! Não tenho pressa, mas tenho ojeriza à perda de tempo e quero alguém disposto a me conhecer, a cuidar e ser cuidado. Diga-se que nos tempos modernos nem a distancia física justifica falta de atenção. Telefones moveis vão ao banheiro e todos vão ao banheiro durante um dia! Logo, só não dá amor, ainda que a distância quem não quer se apegar e, consequentemente, quem já não distingue mais uma pessoa especial de uma pessoa qualquer.
Quem faz essa distinção sabe valorizar o outro, olha com olhos analíticos, tem curiosidade, indaga, vai a fundo. Não fica na mera superfície dos “nudes” da vida, pessoal ou virtualmente. Quem sabe reconhecer uma pessoa especial, não perde tempo com receios fúteis. Toma posse e segue adiante.
Não quero casar, não quero ter filhos, quero, apenas viver uma paixão compromissada e sem prazo de validade. Uma paixão que dure meses, anos ou décadas, mas que seja boa, que seja doce, que seja quente. Uma paixão imersa em carinho e destemor, porque aonde o medo entra, o amor foge!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 16 de agosto de 2015. 

sábado, 15 de agosto de 2015

As fases de um (bom) romance.

As fases de um (bom) romance.

Nosso "sistema" emocional é "combo": inclui cérebro, hormônios e coração. E sim, nesta ordem. Por mais destemidos afetivamente que sejamos, seletividade é fundamental! Para escolhermos nossos parceiros, principalmente!
Existe a seleção que eu chamo de "prévia" e é notoriamente feita pelo cérebro, isso, claro se você souber como utilizá-lo. Nesta seleção você verifica se o candidato a mexer com seus hormônios e adentrar seu coração lhe agrada intelectualmente, se pode ser admirado por você e satisfaz seus anseios primordiais.
Após isso, vem a fase da testosterona, progesterona, estrogênio e etc., desencadeada por amassos e, talvez, sexo. Afinal, normalmente antes de abrir o coração, carece abrirmos as pernas. Apenas após uma análise razoável do desempenho do candidato a parceiro é que se decide: "abro meu coração" ou "excluo, bloqueio, sumo e mando pastar"!
Claro que entre todas as fases existe a análise de afetuosidade é reciprocidade, dependendo dela a pessoa não chega ao coração ou será dele expulsa se foi pelo mesmo recepcionada.
O tempo que leva pra isso tudo? Depende da segunda e da primeira fase, podendo variar de dias a meses. Fato é que, por mais que tentemos, não existe uma previsão acerca do tempo que se desencadeia da simpatia e atração ao afeto, paixão e romance.
O grande problema é que a maioria das pessoas confunde tudo e ultrapassa as fases. Sem sequer dialogar e conhecer um pouco acerca do que o outro pensa sobre o mundo, o trabalho e a vida, passa à fase dos hormônios.
Sexo bom daqui, sexo bom dali, esquece-se da primeira analise, qual seja, da do cérebro e racionalidade e cai no tal do “eu te amo”. Confunde tesão com amor, se apega a um ser humano praticamente acéfalo, sofre e depois desconhece o “porque”. Infelizmente as fases aqui não narradas não são facilmente vivenciáveis para a maioria das pessoas, para mim é instintivo, natural, anímico eu diria.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 15 de agosto de 2015. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

As prisões da mente: da religião ao machismo, da hipocrisia a falta de amor.

As prisões da mente: da religião ao machismo, da hipocrisia a falta de amor.

Em um mundo de escravidão velada a conceitos religiosos, machistas e capitalistas, em um mundo de mídia sensacionalista e que novelas agradam mais do que leituras, num mundo em que o de cima, sobe e o debaixo desce e ainda fala em "meritocracia" não há que se falar em “ser livre”!
Em um mundo em que existem mais cirurgiões plásticos e academias do que bibliotecas e livrarias numa cidade, em um mundo em que ainda se acha que o sonho de toda mulher é casar-se com um “príncipe encantado” e bem sucedido, em um mundo em que a maioria se casa aos vinte e poucos, tem filhos, se torna infiel aos trinta e tantos e se divorcia aos quarenta não há que se falar em “ser livre”.
Em um mundo em que o photoshop reina e no qual a mídia influencia no autoconceito das mulheres acerca do seu corpo e dos homens acerca do seu status-"a saradona é mais feliz no amor e o ricaço faz mais sexo"-, não há que se falar em "ser livre". Inexiste liberdade quando não se sabe o que, de fato é vontade natural e o que é vontade e necessidade criada pelo que se vê e ouve mundo a fora. 
Em um mundo de “verdades secretas”, casamentos por conveniência, de telenovelas de conteúdo cultural lastimável e Ibope alto, em um mundo de hipocrisia, onde existem mais declarações de amor em redes sociais e felicidade para “inglês ver”, em um mundo em que ainda se fala em “idade pra isso e idade pra aquilo” não há que se falar em “ser livre”.
Em um mundo em que jovens nutrem curiosidade a respeito do salário das garotas de programa de luxo, enquanto fazem faculdade e concluem que se prostituir é mais rentável do que trabalhar e ser dona de seu corpo e de suas vontades na cama, não há que se falar em “ser livre”!
Em um mundo em que moças jovens se contentam em serem sustentadas por um marido com boa renda mensal e, retroagem, ao papel de dona de casa e mãe olvidando de seu futuro e independência financeira, não há que se falar em “ser livre”! Em um mundo em que representantes evangélicos fazem leis, não há que se falar em liberdade!
Em um mundo em que o traseiro da atriz ou do ator causa comoção em redes sociais, em que a vontade de ser bonito, supera a vontade de ser culto, em que a vontade de ser rico supera a vontade de ser gentil e educado e em que a vontade de ter poder, supera a vontade de ser bom, não há que se falar em ser livre!
Em um mundo em que as pessoas não têm medo de tirar a roupa na frente da outra, de ter orgasmos e fazer o melhor que se pode fazer entre quatro paredes, mas têm medo de amar, de se envolver e de ter uma relação monogâmica, em um mundo, portanto, de parca afetuosidade de coração e de seres humanos tão previsíveis quanto romances americanos baratos, não há que se falar em “ser livre”.
Em um mundo em que filhos nascem mais por descuido do que por planejamento, em um mundo em que ainda é necessário fazer campanhas para o uso de preservativos às vésperas do carnaval, negar-se a seguir a ordem torta que a maioria segue sem perder o brio, ou deixar de ser honesto e feliz, mais do que um ato de rebeldia e independência é, de fato, ser livre (sem aspas)! Portanto, um conselho: liberte-se!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 14 de agosto de 2015. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Da rivalidade machista feminina.

Da rivalidade machista feminina.

A minha “inimiga” é a piriguete. A minha “inimiga” é a secretária siliconada do meu marido. A minha “inimiga” é a gostosona bem sucedida. A minha “inimiga” é a colega de escritório do meu namorado. As minhas “inimigas” são as amigas do meu namorado que eu debocho chamando de “amiguinhas”. A minha “inimiga” é a aluna sacana do meu marido professor.
A minha inimiga é a “babá” bonitinha. A minha “inimiga” é a minha conhecida extrovertida. A minha “inimiga” é qualquer mulher que se aproxime do macho que eu chamo de “meu”... Não querida, não! Simplesmente pare!
Você só esta sendo uma estúpida machista que vê na outra uma concorrente. A sua inimiga (sem aspas) se chama carência de bom senso e, em qualquer caso, em que qualquer mulher do mundo, bonita ou não, flerta com seu companheiro e ele retribui, a sua inimiga (sem aspas novamente) será a “escrotice” moral do homem que você chama de seu.
Não atribua a outras mulheres a tarefa que o seu “qualquer coisa” tem no relacionamento: a de lhe amar e respeitar. Ainda que você ande meio fria na cama, ainda que você não lhe dê atenção, ainda que o sexo esteja ruim, querida, o dever do sujeito é dialogar com você, não lhe humilhar saindo com outra.
É tarefa do machismo e da sua perpetuação que uma mulher veja a outra como inimiga e se desunam. Volte duas casas e encontre o seu bom senso! Depois siga e, por favor, melhore! Nesse contexto deixo a dica para a jornalista gaúcha que escreveu uma pseudo reportagem ridícula sobre o affair do Bem Affleck com a babá mau caráter que agora virou celebridade.
Jornalista gaúcha sendo... Estupidamente machista! "Que mulher contrata uma babá dessas?". Uma mulher autoconfiante, inteligente e linda! Sempre sofri com implicância de esposa (insegura e recalcada) de chefe, logo não aceito esses comentários! Essa pseudo jornalista escreveu uma matéria infame e machista jogando a culpa pela suposta traição na beleza da moça!
Nem toda mulher bonita é vadia e flerta com o marido da patroa, ademais quem deve ser criticado é o idiota que traiu a esposa mil vezes mais rica e muito mais que a dita cuja. Ela foi oportunista, poderia não ter sido, mas foi! Agora, aquela pseudo reportagem incentivando o menosprezo moral das mulheres, babás ou não, mas belas me anojou!
A amante atribui culpa a atitude do cara com quem faz sexo às escuras à esposa do cidadão, porque deixa ele "carente", porque não faz o que ele gosta na cama e por aí a fora! A esposa culpa a "putice" da amante pela traição e acaba tendo "peninha" do macho traidor! Enfim, os homens sempre lucrando com a falta de empatia feminina em sua defesa. 
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 11 de agosto de 2015.