Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Simples, muito simples.


Simples, muito simples.

Sabe o que eu não gosto, inclusive evito publicar algo em sentido assemelhado por aqui? Essa coisa de "as melhores virtudes de uma mulher", "mulheres fortes são assim", "mulheres independentes são assado", “mulheres são "isso", "mulheres são "aquilo".
Quer saber? Mulheres são maravilhosas, mas homens também são, cada qual com suas virtudes, com suas complementares características, do contrário, estaríamos todos virando homossexuais!
 Ou então os gays nunca brigariam, mas brigam, discutem, afinal são dois seres humanos de educações diversas, almas diferentes tentando conviver e levar uma vida juntos, superando as diferenças inerentes as suas personalidades.
Ninguém é igual a ninguém, mas ninguém, de sexo algum, é melhor, mais forte, mais "nada" do que ninguém! Se a mulher é mais sensível? Talvez. A mulher é um ser quase "hormonal"!
Todavia os homens são sensíveis o suficiente para aceitá-las e não pedirem o divórcio a cada chilique injustificado, a cada birra, a cada "sei lá o que" que o sexo feminino justifica com sua "sensibilidade imensa" ou TPM que se torna um escudo para suas mancadas (vamos, nos combinar meninas?!). Homem e mulher: uma dupla de imenso valor, juntos ou não!

Passo Fundo, 27 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Eu e minhas vergonhas


Eu e minhas vergonhas

Eu sou uma pessoa que ainda carrega o hábito de sentir vergonha, mas não nega tal fato. Não nego que sinto vergonha por ter sido covarde inúmeras vezes, por ter sumido da vida alheia quando me faltou coragem para ser paciente e lhes explicar o que eu sentia, quando eu tive um medo imenso de vê-las sofrer e acompanhar, de perto, a sua dor.
É fácil fugir de alguém e deixá-lo com o coração despedaçado, é fácil ser egoísta a tal ponto. Você fala ou se cala, você some, o outro sofre imerso em mil dúvidas e você não vê nada, logo, eu tenho vergonha de ter sido, inúmeras vezes covarde e egoísta desta forma.
Sinto vergonha de dizer que, seguidamente, eu não tive coragem para atender quem me queria bem, para lhes dizer: “Não me ligue mais, eu não estou pronta, eu não lhe desejo neste momento.”
Eu também sinto vergonha por ter ficado com certas pessoas por mera atração, por nada que se conte num belo romance, mas, por sua vez, por nada que se conte num filme pós-moderno sobre mulheres interesseiras.
Antes cair na volúpia de uma paixão ardente, do que naquele quadro ridículo das moçoilas que, fantasiadas de “boas moças de família” se vendem aos mais ricos como qualquer prostituta, só que por um preço diferenciado.
Sinto vergonha de ter agido por instinto inúmeras vezes, de ter perdido a cabeça, de ter gritado, de ter sigo imatura, mas sempre guiada pela paixão e por um pouco de loucura, mas nunca pela maldade. Todavia, jamais me envergonharei de ter sido sempre autentica, ainda que tenha decepcionado algumas pessoas, inclusive eu mesma.
Sei que nunca desapontei pessoa alguma por querer, sei que nunca trai a confiança de cidadão algum tendo esta intenção, sei que nunca disse que sentia algo se, no momento em que eu falei, eu não achasse que sentisse de verdade.
Envergonho-me de muitas coisas na minha humilde vida, mas não nego que possuo aquela capacidade rara de sentir vergonha pelos outros, pelos mentirosos, pelos desonestos, pelos egoístas crônicos, pelas pessoas de coração duro e gélido, por aqueles que são tão pobres que só tem dinheiro e por aqueles indivíduos que, infelizmente, nem mortos fariam falta neste mundo.

Passo Fundo, 27 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cale a boca!


Cale a boca!

Se eu quero saber o que você pensa a meu respeito, se quero um conselho, eu peço. Na verdade eu tenho um analista para isso, não tenho vergonha em dizer. Eu sou franca com ele, ele é sincero demais comigo. Não estou no mundo para ouvir conselhos gratuitos de gente arrogante e estúpida.
Se eu quiser "ajuda", se eu quiser "apoio moral" eu peço, mas costumo ser independente demais para ouvir opiniões de quem eu não amo, logo, ganha a minha admiração mais quem sabe calar do que quem tenta me criticar sabendo pouco do que sinto e sofri.
Se eu quiser criticas, eu peço sendo que, principalmente, sei a quem pedir conselhos e quem merece ser escutado, porque existem muitos idiotas “tirando onda” de sábios e falando asneiras sobre o que desconhecem!
Não suporto gente que se mete onde não é chamado, não gosto de estranhos dando opinião sobre meus sentimentos ou sobre minha vida, não aturo quem eu não dou liberdade e se mete no que diz respeito apenas a mim.
Então, a síntese é a seguinte: se sua opinião me interessar, eu irei lhe consultar, se suas idéias me despertarem a atenção, eu pedirei, se eu quiser conselho, também irei pedi-lo e se eu não fizer nada disso, aja corretamente: cale a boca!

Passo Fundo, 23 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Sem metades!


Sem metades!

Não quero saber de tampa de panela nem de metade da minha laranja. Aliás, não acredito muito nessa coisa de ser "completada" por alguém. Eu quero mesmo é sentir-me bem acompanhada, é ter admiração e orgulho das atitudes, dos pensamentos e do amor de quem me acompanha.
Não precisa me completar, não sou perfeita, mas sou um ser humano completo. Eu quero uma pessoa completa, madura e feliz para estar lado a lado comigo, apenas isso. Nada de completude, nada de perfeição, mas tudo de maturidade!
“Metades” presumem incompletudes, carências, falta de algo necessário. É preciso complemento, companhia, aquilo sem o qual não deixamos de ser nós mesmos, mas, em conjunto conosco, nos torna alguém mais alegre e contente.
Relacionamentos maduros não se baseiam na dependência afetiva, relações maduras tem por base o companheirismo, a parceria e, sobretudo, o respeito a individualidade alheia, ao outro e suas limitações, ao outro e quem ele é independentemente de nossa existência.

Passo Fundo, 23 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi